Brigadeiro - contando uma história

by - abril 29, 2019

Brigadeiro e sua história
ed MemoriArte/ Solange Piagge - foto divulgação Tatá Amato 


Década de 40 

Após a 2º guerra mundial, surgia um novo mundo, efervescente, louco por novas ideias e pronto para mudanças.

A Electronic Control Company criava o ENIAC, considerado o primeiro computador do mundo, Chuck Yeager tornou-se o primeiro homem a ultrapassar a velocidade do som e surgia o primeiro avião a jato de linha comercial, o Havilland Comet.

Nesta mesma década, a ONU aprova a Declaração dos Direitos Humanos, documento que define as liberdades fundamentais do cidadão, um grande marco para a igualdade entre os povos.

Foi um tempo mágico, época da ascensão de Hollywood com as beldades Rita Hayworth, Ingrid Bergman, Ava Gardner e Marilyn Monroe.

Christian Dior reascendia a moda mundial ao apresentar, em sua primeira coleção, o "New Look" com sua cintura e seios marcados e uma ampla saia rodada, estilo que viria a se tornar o uniforme dos anos 50.

No cinema e no teatro, Charles Chaplin faz enorme sucesso com "O Grande Ditador", Bertold Brecht estreia sua peça "Mãe Coragem e Seus Filhos", Orson Welles apresenta "Cidadão Kane" e Humphrey Bogart e Ingrid Bergman viram lenda com Casablanca.

A RCA-Victor divulga seu novo sistema de discos e vitrolas automáticas e a ARCA anuncia a invenção do sistema de transmissão de televisão colorida.

No Brasil, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro recebe dois grandes espetáculos, a revista musical "Joujoux e Balangandans", de Luís Peixoto, com música de Ary Barroso e Lamartine Babo e a peça "Vestido de Noiva" de Nelson Rodrigues.

"Seara Vermelha", sétimo livro de Jorge Amado e "O Lustre", segundo romance de Clarice Lispector são sucessos literários.

O Masp é inaugurado na sede dos "Diários Associados", no centro de São Paulo, Carmen Miranda encanta os Estados Unidos e Marlene vence o concurso para a escolha da rainha do rádio.

Era o tempo dos cassinos, dos shows e das vedetes.

Nesse cenário borbulhante, o Brigadeiro Eduardo Gomes, liberal, militar de físico avantajado e boa aparência se candidata à presidência da República pela conservadora UDN, conquistando um grupo de fãs no bairro do Pacaembu, em São Paulo.

Estes eleitores começaram a organizar festas de Campanha para promover sua candidatura e em um desses encontros serviram uma guloseima diferente feita de leite, ovos, manteiga, açúcar e chocolate.

Esse docinho agradou tanto que começou a ser usado para arrecadar fundos – nascia o “brigadeiro”, um doce tipicamente brasileiro que há mais de 60 anos arrebata paladares mundo afora.

Existem outras versões desta história tão interessante. Uma delas conta que mulheres do Rio de Janeiro, engajadas na candidatura do Brigadeiro Gomes, faziam "negrinhos" e os vendiam para ajudar o fundo de Campanha.

Alguns contam que Heloísa Nabuco, pertencente a uma tradicional família carioca, criou um tipo de doce, ligeiramente diferente da versão atual e o denominou com a patente de “Brigadeiro”, em homenagem ao seu candidato preferido.

Ao perceberem que as festas da Campanha eram extremamente disputadas pela população, os correligionários começaram a chamar os amigos para comer o "docinho do Brigadeiro" e com o tempo, o docinho do “Brigadeiro Gomes” se tornou “o brigadeiro”, cremoso, delicioso e irresistível doce brasileiro.

E para quem ficou interessado nesta história, vale lembrar que apesar de todo apoio recebido, a eleição foi vencida pelo General Eurico Gaspar Dutra.

A história do brigadeiro

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